Os três nomes aparecem no quadro elétrico e são confundidos porque todos participam da proteção. Porém, nenhum substitui os demais. O projeto define tipo, quantidade, coordenação e capacidade.
Disjuntor
Interrompe o circuito diante de sobrecarga ou curto-circuito, protegendo principalmente os condutores. Sua corrente não pode ser aumentada apenas para evitar desarmes; ela precisa ser compatível com cabo, instalação e carga.
DR
O dispositivo diferencial residual compara a corrente que sai com a que retorna. Uma diferença pode indicar fuga para terra ou através de uma pessoa. Ele não substitui aterramento nem disjuntor e deve ser testado conforme orientação do fabricante.
DPS
O dispositivo de proteção contra surtos limita elevações transitórias, como as associadas a manobras e descargas atmosféricas. Precisa de aterramento e coordenação adequados. Uma régua anunciada como “protetora” não substitui o DPS do quadro.
Como saber o que existe no seu quadro
Não retire a tampa. Pela frente, procure identificação e etiquetas, mas não conclua apenas pela aparência. O eletricista verifica ligações, aterramento, teste funcional e adequação à instalação.
Por que o DR desarma?
Pode existir fuga real, soma de pequenas fugas, ligação incorreta ou equipamento defeituoso. Não o retire para “resolver”.
DPS precisa ser trocado?
Alguns modelos têm indicador de estado e podem precisar de substituição após surtos. Siga o fabricante e peça inspeção.
Fontes e critérios de segurança
Este guia segue o princípio de interromper a exposição ao risco e encaminhar intervenções a pessoas qualificadas. Consulte a NR-10 no Ministério do Trabalho e Emprego e as orientações de prevenção do Ministério de Minas e Energia. Para oscilações ou interrupções externas, veja a qualidade do fornecimento na ANEEL.